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COLETÂNEA DOS ARTISTAS GAÚCHOS: DÉBORA IRION

13.05.2022

Confira a entrevista que fizemos com a artista participante da Coletânea sobre sua obra e a participação no projeto.

Por meio do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos – a biblioteca do metrô –, a Trensurb está promovendo a Coletânea dos Artistas Gaúchos, projeto cultural que busca destacar a produção dos artistas visuais do estado, dando visibilidade ao seu trabalho para um público que não tem o hábito de frequentar os espaços tradicionais de exposição de arte. Os perfis nas redes sociais da Trensurb e do Espaço Multicultural divulgam, mensalmente, três obras de cada um dos 15 artistas participantes da Coletânea. As obras também são veiculadas nos monitores do Canal Você (presentes em trens e estações), que apoia o projeto. A curadoria da Coletânea é do poeta e assessor da Trensurb, Élvio Vargas, da artista multimídia Liana Timm e da professora Dione Detanico.

Em abril, a Coletânea destaca três obras da artista Débora Irion: Conhecimento, Imaginação e Poesia, esculturas em alumínio produzidas em 2018. Débora é graduada em desenho e plástica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Suas esculturas surgiram com a modelagem em argila e estas se concretizaram nas técnicas de terracota. Hoje, além da terracota, trabalha com metais como o bronze, alumínio, aço corten, ferro e resinas, executando de obras de pequeno a grande porte tanto para interiores como para fachadas de edificações, trabalhando também com algumas técnicas de restaurações. Em sua trajetória, foi contemplada com premiações em exposições em Gramado, Santa Maria e Canela, cidades do Rio Grande do Sul. Recebeu menções honrosas em Santa Maria, Colômbia e México. Tem no seu currículo oito exposições individuais e mais de 200 exposições coletivas no Brasil e no exterior. Executou trabalhos de visibilidade pública em Gramado como o Marco Histórico do Centenário da Igreja São Pedro de Gramado e o Memorial em homenagem ao Centro Esportivo Gramadense. Possui obras de visibilidade pública também em Santa Maria e em Porto Alegre, bem como esculturas em acervos de artes estaduais e internacionais.

Confira a seguir a entrevista que realizamos com ela a respeito da participação no projeto e sua obra.

Como vês o projeto Coletânea dos Artistas Gaúchos, realizado pela Trensurb?

Débora Irion - Uma ideia inovadora no cenário do Rio Grande do Sul, que tanto tem o olhar voltado à valorização do artista e, como ponto principal, a ideia de levar a arte para a comunidade que passa pela Trensurb, assim podendo apreciar arte.

Desde quando tu produzes arte? Como foi tua trajetória?

Débora Irion - Produzo arte desde 1997, quando passei a me dedicar integralmente à escultura. Minha trajetória não é e nunca foi diferente de todos os colegas artistas, com momentos de muita pesquisa e estudo para dominar uma determinada técnica, e segui sempre aprendendo sobre arte em minha busca.

Qual é a tua grande inspiração artística?

Débora Irion - Minha inspiração vem da observação da natureza, das pessoas com seu cotidiano e do meu mundo interior.

Como é teu processo criativo?

Débora Irion - Meu processo criativo começa com a conjunção da observação e transpor o que vejo com o que sinto e assim as formas se materializam na expressão tridimensional das formas no espaço.

O que gostas de abordar em tuas artes?

Débora Irion - Principalmente os símbolos da natureza, o significado dos sentimentos, os movimentos de tudo que me cerca. A vida.

O que motivou a escolha das artes para a Coletânea? O que elas significam para ti?

Débora Irion - Uma série de esculturas com a temática dos livros. Fiz para expressar sobre o que traz a cada pessoa o conhecimento, o significado das palavras que nos são transmitidas pelos livros. Busca, imaginação, conhecimento e o mergulho que tudo isso possibilita para o crescimento da nossa alma.

Nas tuas esculturas equestres, existe uma “remessa subliminar” para a sensualidade das formas da natureza, vista apenas por aqueles(as) que têm uma noção estética na releitura poética do olhar?

Débora Irion - As figuras equestres têm uma representação muito forte na minha trajetória, cada detalhe, os volumes a anatomia e, em especial, cada movimento. Minhas esculturas primam para a linguagem que a arte escultórica não é estática. Sentir o movimento que existe em tudo na natureza. Tudo é movimento.

Toda a “natureza das formas” sempre está num vórtice iluminado de constante reinvenção?

Débora Irion - Conseguiste sentir e perceber a obra, é isto, sempre pelo movimento, estamos em constante reinvenção, não importa qual e quando é nosso tempo de perceber, e sim a natureza conduz a todas as formas.

Toda a tua “mitologia pessoal” e outras adjacentes transitam nas formas escultóricas de tua arte?

Débora Irion – Busco compreender o significado de tudo na minha arte, mesmo sabendo que jamais saberei tudo, nunca estou pronta, gosto de pensar, a arte está sempre presente, mesmo quando não estou produzindo manualmente arte, penso arte.

Se “o cosmos é infinito “, por sua vez, toda a arte tem uma rotação de símbolos, fruindo as formas e cores presentes no ato inaugural do mundo?

Débora Irion - A infinitude é a harmonia completa do cosmos, tudo está interligado, tudo é movimento. O artista tem por mola impulsionadora ser um curioso a questionar e manifestar suas percepções na sua arte.

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